Não chego a imaginar como saiu a idéia para nomear essa fonte.

Fiz a pergunta dia 5 de outubro do ano passado, exatemente nove meses depois, dia 05 de julho um dos buscados responde nos comentários.

Lucypher é um amigo das antigas, é ateu, humano, não possui unhas de cabra, cauda ou chifre, acho eu, tem um nome de “batismo” como todo cristão católico que se preze, é um nome estranho eu sei, mas tem. E até trabalha em um colégio católico, para demonstrar que não pode viver longe dos homens de batina, ou pessoas de batina.

No fórum da inter.net nos metíamos em discussões intermináveis sobre religião e futebol, assuntos que muitos preferem não tocar em uma discussão civilizada, mas esse era o nosso pão de cada dia.

Espero que voltemos à procurar briga em outros fóruns qualquer dia desses.

Bem, dando voltas no Orkut antes de me escafeder de vez, encontrei uma série de comunidades, que admiravelmente possuem um bom número de participantes que, acho eu, estão entre as mais loucas da rede.

Todas elas foram criadas pelo Gordo Nerd, que se proclama “Dono de um império de comunidades no orkut”.

Entre essas pérolas comunitáiras encontramos:

Odeio a impresa Marrom - Por um mundo com menos notícias sobre a Alcione.

Ganho tempo no orkut - Fico aqui enquanto a vida lá fora continua a mesma merda.

Finjo ser Nerd - Para ver se dou sorte com as garotas

Marias Nerds - — Oi gatinho… hmm… você… pode fazer o trabalho pra mim?

Tudo azul, todo mundo n00b - no Brasil, sol de norte a sul

Filé a Carpegiani - Os devidos créditos ao pai da receita

Lenin era cearense - A quem ele quis enganar com essa cabeça chata?

Mao Tsé-Tang - Jaime! A China tem sede.

Eu teria aqui, que escrever as 355 comunidades do Gordo Nerd. E isso seria trabalho demais. Busque a comunidade que você mais se identifica e curta os altos papos que devem rolar .

Já até deixei um aviso lá, me desvinculo do orkut.

Um orkuticídio em primeira pessoa.

É que depois de 4 anos do convite do meu amigo Newton, vi quem tinha que ver, matei daudades de quem tinha que matar, cansei do que tinha de cansar e enjoei ao ponto de não ter mais vontade de acessar

Bem que eu poderia cancelar sem mais aviso e os que lá estão que se… mas é que além de amigos, tenho família e amigos mui amigos.

E o tempo que eu me dedicava a bisbilhotar e ser bisbilhotado, utilizarei para crescimento individual, aprender um novo idioma, estudar photoshop ou até mesmo entrar em uma academia (por incrível que pareça .e que com quase 35 anos já sinto dores dignas de um de um sexagenário e muitos nem sentem).

Até imagino vincular-me a outra rede social (ou ser mais participativo já que tenho conta em MySpace e Facebook) que seja menos intrusiva ou até mesmo voltar ao orkut, escolhendo ou fazendo melhor a triagem dos amigos.

Mas isso tão cedo não acontecerá.

Nos vemos na próxima vida virtual.

Hoje vou fazer do escrete o meu numeroso personagem da semana. Os jogadores já partiram e o Brasil vacila entre o pessimismo mais obtuso e a esperança mais frenética. Nas esquinas, nos botecos, por toda parte, há quem esbraveje: - “O Brasil não vai nem se classificar!”. E, aqui, eu pergunto: - não será esta atitude negativa o disfarce de um otimismo inconfesso e envergonhado?

Eis a verdade, amigos: - desde 50 que o nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo. A derrota frente aos uruguaios, na última batalha, ainda faz sofrer, na cara e na alma, qualquer brasileiro. Foi uma humilhação nacional que nada, absolutamente nada, pode curar. Dizem que tudo passa, mas eu vos digo: menos a dor-de-cotovelo que nos ficou dos 2 x 1. E custa crer que um escore tão pequeno possa causar uma dor tão grande. O tempo em vão sobre a derrota. Dir-se-ia que foi ontem, e não há oito anos, que, aos berros, Obdulio arrancou, de nós, o título. Eu disse “arrancou” como poderia dizer: - “extraiu” de nós o título como se fosse um dente.

E, hoje, se negamos o escrete de 58, não tenhamos dúvidas: - é ainda a frustração de 50 que funciona. Gostaríamos talvez de acreditar na seleção. Mas o que nos trava é o seguinte: - o pânico de uma nova e irremediável desilusão. E guardamos, para nós mesmos, qualquer esperança. Só imagino uma coisa: - se o Brasil vence na Suécia, e volta campeão do mundo! Ah, a fé que escondemos, a fé que negamos, rebentaria todas as comportas e 60 milhões de brasileiros iam acabar no hospício.

Mas vejamos: - o escrete brasileiro tem, realmente, possibilidades concretas? Eu poderia responder, simplesmente, “não”. Mas eis a verdade: - eu acredito no brasileiro, e pior do que isso: - sou de um patriotismo inatual e agressivo, digno de um granadeiro bigodudo. Tenho visto jogadores de outros países, inclusive os ex-fabulosos húngaros, que apanharam, aqui, do aspirante-enxertado Flamengo. Pois bem: - não vi ninguém que se comparasse aos nossos. Fala-se num Puskas. Eu contra-argumento com um Ademir, um Didi, um Leônidas, um Jair, um Zizinho.

A pura, a santa verdade é a seguinte: - qualquer jogador brasileiro, quando se desamarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo de único em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma: - temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de “complexo de vira-latas”. Estou a imaginar o espanto do leitor: - “O que vem a ser isso?”. Eu explico.

Por “complexo de vira-latas” entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol. Dizer que nós nos julgamos “os maiores” é uma cínica inverdade. Em Wembley, por que perdemos? Porque, diante do quadro inglês, louro e sardento, a equipe brasileira ganiu de humildade. Jamais foi tão evidente e, eu diria mesmo, espetacular o nosso vira-latismo. Na já citada vergonha de 50, éramos superiores aos adversários. Além disso, levávamos a vantagem do empate. Pois bem: - e perdemos da maneira mais abjeta. Por um motivo muito simples: - porque Obdulio nos tratou a pontapés, como se vira-latas fôssemos.

Eu vos digo: - o problema do escrete não é mais de futebol, nem de técnica, nem de tática. Absolutamente. É um problema de fé em si mesmo. O brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-latas e que tem futebol para dar e vender, lá na Suécia. Uma vez que se convença disso, ponham-no para correr em campo e ele precisará de dez para segurar, como o chinês da anedota. Insisto: - para o escrete, ser ou não ser vira-latas, eis a questão.

por Nelson Rodrigues 31.05.1958

Furtado no Beijos pra Torcida

O Luiz do Nheengatu Tupi, possui um guia de conversação básico dos Tembé (Pará) e dos Guajajara (Maranhão) que falam o mesmo idioma, o tenetehara da família tupi-guarani.

Bom dia - Zané ku´ém!
Boa tarde - Zané karu!
Boa noite - Zané pytun!
Olá - A-inwi!(chamando), ´Eî!
Como vai você? - Azéru´u?
Estou bem - Ihé katu
Não estou bem - Na-ihé-katu-i
Adeus! - A-iko a-ha itéko!;
A-ha-putar! (diz quem vai para quem fica), Haré! (diz quem fica para quem vai)
Obrigado - Azêha-ramo aipopa! (H.F.)
Obrigada - Azêha-ramo-aipo-mia! (M.F.)
Que há de novo? - Azê-ru´u kwéî-wé-ramo(har)?
Sei lá - Hêruwa!
Socorro! Me acode! - Né akwéî pa!
Fale mais claramente - Ê-ze´ẽng zê-kwaw-katu!
Não estou ouvindo nada (repita) - a-ênu-a´u-wém-pa!
Estou aprendendo o tembé - A-zê-mu´é tembé-ze´ẽng-rehe.
Não está certo - Nu-iko-î-hupi!
Agora sim! - Té-kuri-no!
Sim - Héré!
Não - Naani!
Que é isto? - Ma´é-tê?
Daqui a pouco - Aréw-a´u-rê!
Vá para o inferno! - Za´u!
Foi isso mesmo! - Azê-akwéî-ti!
Eu te amo - Ihé uru-aîhu!

Infelizmente no socioambiental.org, também se narra a história da destruição dessa cultura!

Infelizmente não encontrei um vídeo real daquele famoso show de agosto de 69 no “The International Hotel” onde Millie Kirkham faz Elvis Presley morrer de rir, ao interpretar, ou melhor, tentar interpretar, “Are You Lonesome Tonight?”. Mas aí está um vídeo com a música e com fotos do Rei, rindo.

An Elvis Fan, possui toda a letra e conta a história daquela surreal noite.

O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco.

Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo.

Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo.

Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas vez o moço
Que foi pra panela

Uma das minhas atividades de adolescente era a música mas especificamente o canto. Sim, eu cantava! Não era um divo mas não desafinava.

Nessa brincadeira, conheci o Take 6 e desde então a música à capela se tornou um vício. Poderia identificar só ouvindo qualquer grupo, seja ele Acappella, Nylons, Rockapella, Five O’clock Shadow, Alley Cats, Swingle Singers, Flying Pickets, Mint Juleps (obviamente), The Persuasions… Sabia a diferença entre os estilos Doo Wop e Barbershop, acredite para muitos ouvidos, são exatamente iguais. Identificaria o compositor e o arranjador apenas ouvindo o grupo cantar. Participava de acaloradas discussões sobre quem foi o melhor “bass” da história, J. D. Summer ou Tim Storms… Era mais que um vício, confesso.

Na época do Napster, como se diz lá na minha terra, “lavei a burra”. Encontrei raridades de cantores que já eram bons em seus grupos mas fizeram versões totalmente inéditas de músicas apenas com voz e back vocal. Fiz uma excelente coleção mas uma instalação mal-sucedida do BeOS no mesmo HD me levou a ter que procurar tudo de novo.

Cheguei a asistir à série Jack and Jill, que era emitida aos domingos pela manhã no SBT, unicamente porque em cada episódio um quarteto fazia uma paricipação especial com uma música que, claro, eu já conhecia.

Nessa época no Brasil nenhum grupo era expressivo até que (desculpem o atraso) o disco do BR6Here To Stay - Gershwin & Jobim“ recebeu o prêmio CARA 2008 (Contemporary A Cappella Recording Award), na categoria Best Jazz Album.

Senti saudades destes bons tempos ao ver a notícia no boletim que recebo semanalmente da CASA, acho que vou ligar o VUZE para buscar raridades…

Morreu nessa sexta-feira (23/05) o irmão mais novo de Endre Friedmann (Robert Capa), Kornell Friedmann (Cornell Capa) de causas naturais aos 90 anos de idade em New York.

Fotógrafo da Life, membro da Agência Magnum e fundador da International Center of Photography, Cornell - nome adquirido juntamente com a cidadania americana - sempre esteve vinculado ao trabalho de seu irmão e de outros importantes fotógrafos membros da agência como o grande Cartier-Breson.

O que eu não sabia era do excelente fotógrafo que era Cornell.
Um gigante, posso dizer. O trabalho realizado durante a campanha JFK em 1960 e nos cem primeiros dias de seu governo é algo de tirar o fôlego (encontrei algumas fotos dessa campanha em um livro no Fnac).

A Magnum fez um homenagem e colocou um “slide” com 48 fotos de Cornell.

O New York Times também fez um “slide” com 11 fotos.

A curiosidade é que Robert também morreu em um maio, o de 54, só que no dia 25, e não foi de causas naturais.

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